Enfam conclui terceiro módulo de Formação de Formadores em Brasília

A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) promoveu, nos dias 19 e 20 de agosto, em Brasília, o terceiro módulo do curso Formação de Formadores – Nível 1. O objetivo da ação educacional, que contou com mesa redonda e várias oficinas temáticas, era refletir sobe a prática docente.

A mesa redonda foi coordenada pelo juiz federal Vladimir Vitovsky e fez um retrospecto e uma análise da formação de formadores para o desenvolvimento da formação profissional de magistrados. O juiz José Henrique Torres falou sobre a evolução da formação docentes e o projeto pedagógico voltado para a formação de magistrados e destacou a importância de metodologias ativas e de integrar teoria e prática para acolher e humanizar.

“Aprendemos a escutar e aprendemos que ensinar não é a arte de introduzir ideias na cabeça do aprendiz, mas sim a arte de fazer brotar as ideias, desenvolver a capacidade de compreender e intervir na realidade para além do estágio presente, gerando autonomia e humanização”, afirmou.

O juiz Ricardo Chimenti relembrou as origens das escolas de magistratura, com o surgimento da escola japonesa, além de citar as normatizações brasileiras. Ele destaca o papel da Enfam na construção da educação. “Quando se fala na formação do juiz integral, nós estamos pensando em um juiz com formação humanística, com formação ética”, disse.

Ao falar sobre a formação para desenvolvimento de competências, a juíza federal Taís Schilling explicou que é o saber que vem da experiência para resolver problemas, inclusive em termos de formação, mas não somente. “Eu gosto desse conceito, porque é um conceito que a Enfam traz nas diretrizes: a competência como a capacidade de agir em situações previstas e não previstas com eficiência, articulando conhecimentos tácitos, científicos em experiências sociais e de trabalho”, completou.

A mesa redonda ainda contou com a participação da equipe pedagógica da Enfam. As servidoras Daniella Cabeceiras e Marizete Oliveira falaram sobre a inserção da Educação a Distância na formação dos formadores e o planejamento para o desenvolvimento de ações educacionais, respectivamente.

A ação educacional contou ainda com cinco oficinas, que se repetiram para que todos tivessem a oportunidade de participar. Entre os temas tratados estavam competências e estratégias para o desenvolvimento da aula expositivo-dialogada; desenvolvimento de processos avaliativos; aspectos de comunicação que apoiam o desenvolvimento da atuação docente; o uso de metodologias ativas como alternativa de articulação entre teoria e a prática, e apresentação de ferramentas que apoiam o trabalho do educador.

Para o juiz Rodrigo Camargo, do TJSP, “mais do que aprender novas técnicas, de aula dialogada, sala de aula invertida, nós estamos aprendendo meios de aplicação dessas técnicas, além de um olhar diferente para o processo de aprendizagem, que deve se adequar de acordo com o público e a matéria ministrada”.

A juíza Janiara Corbetta, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) vê que o curso consegue ir ainda mais além das salas de aula. “Como magistrada, o curso me oferece elementos para que eu consiga, no meu dia a dia, encontrar alternativas, meios e técnicas para solucionar os problemas”, analisou.

Fotos: Rafael Luz/STJ