Magistrados e servidores concluem Formação de Formadores

A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) promoveu, nos dias 17 e 18 de setembro, o Módulo 3 do curso Formação de Formadores. A ação educacional reuniu em Brasília magistrados e servidores da Escola Nacional e das Escolas Judiciais.

Fundamentada nas Diretrizes Pedagógicas da Enfam, a atividade visa à reorganização da prática docente do formador, considerando aspectos como percurso de trabalho, experiências e conhecimentos pedagógicos por ele desenvolvidos.

No começo do curso, foi realizada uma mesa redonda, sob a coordenação do juiz federal Vladimir Vitovsky, para debater acerca de temas como o projeto pedagógico voltado para a formação de magistrados, o fortalecimento da ação formativa das escolas, o desenvolvimento de competências dos magistrados, o planejamento de ações educacionais e a inserção da educação a distância na perspectiva da formação de formadores. 

Oficinas

Ao longo dos dois dias da ação formativa, ocorreram oficinas temáticas norteadas por reflexões acerca da prática docente.

A juíza federal Taís Schilling, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), ministrou a oficina Competências e estratégias para o desenvolvimento da aula expositivo-dialogada. A formadora explicou que a fluidez da elaboração de uma aula precisa seguir uma metodologia específica. Por sua vez, o professor deve desenvolver habilidades para promover a interação na sala de aula e qualificar o conhecimento, em vez de quantificar informações. “Nós estamos trabalhando técnicas para tornar a aula expositivo-dialogada uma atividade que as pessoas se lembrem depois, que seja possível trabalhar determinados conteúdos e que os alunos participem, dialoguem”, disse.

A oficina As potencialidades da voz na prática docente foi direcionada pela professora Sulian Vieira Pacheco. Para ela, a voz é uma ferramenta fundamental no processo pedagógico; no entanto, muitas vezes, os formadores não se dão conta da importância da dimensão da escuta e da produção vocal. Diante disso, Sulian esclareceu que a ideia da oficina é “explicitar essas dimensões para que as pessoas comecem a manipular as suas potencialidades vocais de acordo com os seus interesses e a pensar a voz como algo flexível, muito maleável, que pode ser usado a favor da prática pedagógica”.

O uso das metodologias ativas foi trabalhado na oficina ministrada pelo juiz federal Vladimir Vitovsky, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). As atividades dessa oficina foram desenvolvidas por meio de métodos como problematização, estudo de caso, dramatização e simulação. Para o formador, “a problematização é crucial porque está dentro das Diretrizes Pedagógicas da Enfam e significa trazer vivências do dia a dia para dentro da sala de aula”. Desse modo, o magistrado torna-se objeto da formação.

Fotos: Gustavo Lima | STJ