Enfam adere ao Projeto Empatia

O vice-diretor da Enfam, ministro Mauro Campbell, participou nesta quarta-feira (30/9) do lançamento do Projeto Empatia, destinado a incorporar valores relacionados aos cuidados com o próximo, especialmente à causa da pessoa com deficiência, no âmbito organizacional.

O projeto trata a questão da dimensão atitudinal, que embasa todo o Plano de Ação da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do STJ. Ele é acolhido pela Enfam, em razão da sua importância para as novas relações de trabalho, e deve ser disseminado como prática de valor no âmbito dos Estados.

O advento da pandemia Covid 19 fez perceber que o mercado tem mudado rapidamente e passou a exigir dos colaboradores um novo perfil. Investimentos em tecnologia têm ajudado e encurtado distâncias. Entretanto, é no outro que reside a razão do trabalho virtual e é por meio das pessoas que o trabalho chega ao destinatário final: o jurisdicionado.

Calor humano

Segundo o presidente do STJ, ministro Humberto Martins, neste ano de 2020 fomos convocados a repensar nossos valores. Destacou que a tecnologia é, no fundo, movida a calor humano. São essas transformações nas relações interpessoais que, de fato, levam a novas realizações.

Para a presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do STJ, ministra Nancy Andrighi, a empatia é a ferramenta necessária em Direito para a inclusão da paz mundial.

O termo “empatia” se refere à capacidade de nos colocar no lugar do outro para compreender melhor seus sentimentos e emoções. Na prática jurisdicional, significa não apenas ouvir as partes, mas se colocar no lugar delas, mesmo diante de práticas ilícitas cometidas.

Entretanto, há a compreensão de que é uma palavra difícil de ser mensurada e seu significado extrapola o próprio conceito, quando colocada em prática.

“É nesse sentido que caminha o presente projeto, pois se propõe a disseminar conhecimentos sobre o assunto, promover reflexões e gerar atitudes práticas no ambiente de trabalho do Tribunal”, explana um de seus idealizadores, o servidor Wallace Gadêlha.

Empatia prática

O ministro Mauro Campbell, em nome do diretor da Enfam, ministro Og Fernandes, comprometeu-se a disseminar para outras escolas do país o conceito da empatia de maneira prática, não apenas teórica. Ele lembrou de realizações simples na mudança arquitetônica do prédio do STJ que fizeram a diferença na vida das pessoas na década de 1990 e hoje parecem óbvias.

O estímulo é que cada vez mais as pessoas sejam tocadas pela necessidade de fazer a vida do outro melhor, especialmente no campo de acessibilidade tecnológica. Eis os dois grandes eixos práticos da iniciativa: empatia nas relações de trabalho e empatia à causa das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

A chefe da Assessoria de Acessibilidade e Inclusão do STJ, psicóloga Simone Pinheiro Machado, afirma que com o propósito de tornar o ambiente de trabalho mais humano e agradável, o setor  busca contribuir com o alcance de dois objetivos estratégicos do STJ, quais sejam, o de “Promover cidadania” e “Oferecer serviços com qualidade”, que são valores também da Enfam e de todos os órgãos do Judiciário.

Planejando empatia

“Incorporar a prática da empatia em organizações não ocorre de uma hora para outra”, lembrou a ministra Nancy Andrighi. Por esse motivo, a ideia central do projeto consiste em disseminar conteúdos e práticas relacionadas ao referido tema de maneira planejada e contínua pelo período dos dois próximos anos de gestão administrativa do ministro Humberto Martins, à frente do STJ, e do ministro Og Fernandes, à frente da Enfam.

O Projeto Empatia vai contar com campanhas de conscientização, concurso com premiações, palestras e atividades congêneres. A previsão é que ocorra um total de oito eventos ou atividades a serem distribuídos ao longo de dois anos.

Os servidores da Enfam poderão participar dos referidos projetos e, no que couber, magistrados de todo o país.

Além das autoridades mencionadas no lançamento do Projeto Empatia, estiveram presentes à solenidade de lançamento virtual os ministros Benedito Gonçalves, Herman Benjamin, Raul Araújo e Sérgio Kukina, bem como a juíza auxiliar no STJ Márcia Cristie Vieira.

O Projeto Empatia está fundamentado na Constituição, na Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e na Lei Brasileira de Inclusão.