Diálogos sobre Justiça Ambiental e Climática no Contexto Amazônico

Caminhos, desafios e perspectivas à sustentabilidade socioambiental na Amazônia

Sobre o curso

Um diálogo essencial para o futuro da Amazônia

O curso reforça o compromisso da Enfam com a promoção de práticas jurisdicionais sensíveis ao contexto amazônico, alinhadas à jurisprudência consolidada, aos princípios constitucionais e às diretrizes nacionais de sustentabilidade, conferindo maior robustez técnica e institucional à magistratura brasileira.

Imagem aérea de um curso de rio da bacia amazônica

Legislação Ambiental

O objetivo principal da ação educacional é identificar e analisar aspectos jurídicos, científicos e práticos da legislação ambiental, com ênfase no contexto amazônico.

Ética e Sustentabilidade

Este curso convida a magistratura e especialistas a refletirem sobre questões éticas e parâmetros de sustentabilidade que devem orientar a atuação jurisdicional.

Constituição e Políticas Ambientais

Participantes irão discutir a aplicação desses temas ambientais na Constituição e na Lei da Política Nacional do Meio Ambiente.

Defesa do Meio Ambiente

Realizado na Amazônia, será um espaço para discussões sobre instrumentos que compõem o sistema de proteção coletiva ambiental.

Carta de Santarém

Reunidos em Santarém, no auditório do Ministério Público do Pará, por ocasião do evento “Entre Rios e Florestas: Diálogos sobre Justiça Ambiental e Climática no Contexto Amazônico”, a Magistratura brasileira reafirma, de forma categórica, o seu compromisso com a promoção da justiça socioambiental e climática na Amazônia, reconhecendo-a como agenda prioritária do Estado Constitucional Ecológico.

A singularidade, a extensão e a complexidade dos conflitos amazônicos impõem ao Poder Judiciário o dever de superar uma atuação meramente reativa, assumindo papel ativo, preventivo e estruturante, orientado à máxima efetividade dos direitos fundamentais e à proteção intergeracional. Não se trata apenas de julgar, mas de assegurar resultados concretos e duradouros na defesa da vida, do território e do ecossistema.

A Amazônia, patrimônio de valor incomensurável e de relevância global estratégica, exige responsabilidade institucional proporcional à sua magnitude. Proteger a floresta é proteger a própria condição de existência da humanidade. Onde a floresta resiste, resiste também o futuro. Não há justiça ambiental sem justiça social, assim como não haverá futuro viável à margem de um clima limpo, estável e seguro.

Nesse contexto, firmam-se como diretrizes inafastáveis: o fortalecimento de uma atuação jurisdicional preventiva, eficiente e resolutiva; a ampliação da transparência e da participação social; o reconhecimento e a valorização dos saberes tradicionais; o fomento a modelos sustentáveis de desenvolvimento; a incorporação transversal da dimensão climática nas decisões judiciais; e o contínuo aprimoramento institucional, com base em evidências, cooperação e responsabilidade.

A Carta de Santarém consubstancia, assim, um chamado à ação e um compromisso inequívoco da magistratura nacional com uma justiça transformadora e consequente: do texto normativo à efetividade, da reflexão à decisão, do direito constitucionalmente assegurado ao direito concretamente vivido.

Que este compromisso se traduza em decisões céleres, informadas e exequíveis, capazes de tutelar a Amazônia como bem jurídico essencial. E de assegurar, no presente, as condições ecológicas indispensáveis à vida no futuro.

Assinam esse documento

ENFAM

EJPA (TJPA)

ESMAM (TJAM)

ESMAF (TRF1)

Santarém (PA), 20 de março de 2026

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