“Conhecer Acessível”: expositores falam sobre artes e rede voltada para inclusão

 

A ação educativa conta com apoio da Escola do Poder Judiciário de Roraima e Rede de Acessibilidade

A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) prosseguiu, na sexta-feira (8/4), com o ciclo de palestras e workshops do curso “Teoria e práticas da inclusão”. O evento teve como expositores o professor Fernando Kimura, convidado da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), e Valéria Ribeiro, servidora do Tribunal de Contas da União (TCU).

Inclusão na arte

O professor Fernando Kimura abriu sua exposição com abordagem acerca do poder da arte como ferramenta de sensibilização a ser utilizada junto à sociedade, em relação à causa de pessoas com deficiência. Ele falou sobre artistas renomados da história, como a artista plástica Frida Kahlo, ícone feminino nas artes, que apesar da saúde fragilizada e de sua incapacidade de andar, teve seu nome conhecido no mundo por meio de sua pintura.

O professor ainda apresentou aspectos impactantes sobre como a perspectiva da arte auxilia na compreensão do universo do outro. “Artistas deficientes que têm a oportunidade de compartilhar os seus sentimentos através da arte conseguem, também, transmitir para a sociedade o que eles sentem através de uma outra linguagem”, afirmou.

Rede de Acessibilidade

A servidora Valéria Ribeiro dedicou seu tempo à explicação sobre o que é a Rede de Acessibilidade, hoje formada por integrantes do Senado Federal, Câmara dos Deputados, TCU, Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). “A Rede de Acessibilidade começou sendo um grupo pequeno composto por servidores de alguns órgãos, e depois se desenvolveu pra ser uma rede mesmo, bem estruturada, que ajuda todos esses órgãos na acessibilidade”, relatou.

A servidora ainda abordou questões constitucionais, relacionadas à inclusão e à dignidade da pessoa humana. “Acessibilidade não é mais uma questão só de lei ordinária, é uma questão de constitucionalidade. O que a lei brasileira de inclusão fez foi trazer para o mundo ordinário da legislação as normas da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas”, disse ela.

Assista às palestras na íntegra. Todas as ações do projeto estão sendo transmitidas pelo canal da Enfam no YouTube.