Enfam, CJF e CNJ promovem aula magna sobre inovação, sustentabilidade e justiça social

O evento integra o programa de pós-graduação “Jurisdição Inovadora para além de 2030”

Para encerrar o ano letivo de 2021, a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), juntamente com o Conselho da Justiça Federal (CJF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), promoveu uma aula magna para discutir o tema “Inovação, Sustentabilidade e Justiça Social”, na última sexta-feira, dia 17 de dezembro. A aula, que integra a programação da pós-graduação “Jurisdição Inovadora para além de 2030”, teve como expositor o professor de Direito de Lester Kissel e vice-diretor do Centro de Profissão Jurídica da Harvard Law Shcool, David B. Wilkins.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça federal (CJF), ministro Humberto Martins, participou da solenidade de abertura. O magistrado homenageou toda equipe pelos trabalhos realizados no ano e felicitou a Enfam pela escolha do tema. “Não poderia haver melhor escolha sobre o assunto para essa conferência de encerramento do ano letivo de 2021 do que “Inovação, Sustentabilidade e Justiça Social”, temas que se apresentam como ferramentas, instrumentos e sustentáculos desta nova fase de retomada econômica e social”, frisou o ministro.

A aula foi acompanhada pelo diretor-geral da Enfam, ministro Og Fernandes, e pelos coordenadores do curso da pós-graduação “Jurisdição Inovadora para além de 2030”, juiz federal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), Marco Bruno Miranda Clementino, a juíza do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), Trícia Navarro, e a juíza federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Patrícia Panasolo.

Aula magna

Em sua exposição, o professor David B. Wilkins discorreu sobre como a inovação, a sustentabilidade e a justiça social estão remodelando os Serviços Jurídicos Globais (Global Legal Services) em tempos de Covid-19. O conferencista apresentou como tem sido o “novo normal” de advogados e juízes ao redor do mundo e detalhou quais são as necessidades sociais emergentes e os principais desafios no dia a dia da profissão.

“Atualmente, nós vivemos em um mundo sem precedentes, em que há não somente uma ou duas, mas três crises interligadas e globais. Em nível mundial, nós temos um problema de saúde pública, uma crise econômica – em que há uma recuperação desigual entre diversas áreas – e uma crescente crise de aclamação por justiça social e racial. E todas essas já têm demonstrado profundos desafios estruturais, que têm transformado os mercados globais de serviços jurídicos corporativos e, o mais importante, o mundo em que nossos clientes habitam”, explicou Wilkins.

Entretanto, mesmo não havendo precedentes sobre tais crises, o professor ressaltou que há condições que podem auxiliar a superá-las, como é o caso da globalização da atividade econômica, o crescente desenvolvimento da velocidade e da sofisticação da área de tecnologia da informação e a mistura de categorias tradicionais de organização e pensamento.

O conferencista ainda tratou sobre como essas profundas tendências estruturais têm elevada implicação jurídica, e demonstrou como essas mudanças respaldam o Direito ao redor do mundo. Entre as transformações listadas por ele, estão a transição de profissionais solitários para organizações, a ampliação da diversidade de gênero e raça dos praticantes do Direito, e o desenvolvimento de um mercado mais competitivo e com menos monopólio.