Enfam e TRF4 promovem debate sobre formação de magistrados

O curso Formação de Formadores – Teoria e Prática do Planejamento de Ensino, da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) encerrou-se nessa sexta-feira (26/6), no auditório do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Ministrado em parceria com a Escola de Magistratura (Emagis), o evento promoveu uma semana de encontros e debates sobre a qualificação de novos magistrados.

Temas como o planejamento de ensino, as metodologias de exposição de conteúdos e os instrumentos de avaliação foram discutidos com magistrados e servidores que atuam como coordenadores e professores nos cursos de formação de magistrados, seja no início ou durante a carreira. As ferramentas utilizadas são baseadas em métodos ativos de aprendizagem nos quais os juízes são chamados para participar do processo, por meio de simulações, estudos de caso e debates.

Ao final do último encontro, os participantes preencheram um “formulário de registro reflexivo”, realizando uma autoavaliação e uma análise das atividades desenvolvidas.

Pedagogia ativa

De acordo com o coordenador do curso, desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) Roberto Portugal Bacellar, o exercício faz parte da abordagem pedagógica do curso: “Buscamos trabalhar com métodos ativos, com experiências concretas analisadas com instrumentos teóricos. Nossa ideia é abordar o juiz em suas duas facetas: como magistrado e também como responsável pela formação dos novos colegas”. Refletindo sobre os resultados do curso no TRF4, Bacellar demonstrou confiança: “A Justiça Federal da 4ª Região sempre foi de vanguarda, contribuindo para as mudanças de paradigma. Tivemos aqui alunos com boa visão crítica, importante para projetarmos novos modelos de formação brasileiros”, refletiu.

Participaram do encerramento como formadores, além de Bacellar, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) Claudio Luís Martinewski, a juíza federal Ana Cristina Monteiro de Andrade Silva, o juiz Marcos de Lima Porta, e as pedagogas Marizete da Silva Oliveira e Maria Eveline Pinheiro.