Enfam fala de bem-estar judicial em painel da ONU

Foi realizado na última quinta-feira (20) o webinário “Bem-estar judicial e suas implicações para o acesso à justiça e integridade judicial: experiências e novos desafios decorrentes da pandemia global”. O evento, promovido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) em parceria com a Rede Global de Integridade Judicial do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, aconteceu durante a 30ª sessão da CCPCJ (Commission on Crime Prevention and Criminal Justice).  

Em nome da Enfam, a desembargadora Luciane Munch, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), destacou que o bem-estar judicial requer ética, integridade judicial e atenção aos Princípios de Bangalore de Conduta Judicial, bem como a importância da formação judicial.  

Segundo Munch explicitou, instituições e escolas judiciárias devem trabalhar ativamente para promover o bem-estar judicial, de forma que questões emocionais, como estresse ou esgotamento profissional, não afetem o desempenho do juiz.  

A desembargadora salientou que, dentro dessa perspectiva de promoção ao bem-estar, as escolas utilizam metodologias ativas de aprendizagem que visam desenvolver competências e habilidades interpessoais para promover autonomia, criatividade, pensamento crítico, cooperação, solidariedade, responsabilidade social e integração. Assim, os juízes não apenas prosperam em sua capacidade intelectual, mas especialmente como seres humanos.  

Munch apresentou o projeto pedagógico da Enfam, que reflete uma visão integral do juiz e se apresenta como resultado da perspectiva humanística da Escola. Disse, ainda, que “a Enfam reconhece que, da mesma forma que os juízes devem levar em consideração os aspectos humanos em suas decisões, os educadores judiciais também devem incorporar aspectos humanos do trabalho judicial em seus projetos pedagógicos”.