Enfam promove segundo dia de oficina sobre comunicação inclusiva

A ação educativa visa transmitir as diretrizes de acessibilidade para o conteúdo na web

A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados deu continuidade, nesta terça-feira (10/5), à oficina “Comunicação diversa, acessível e inclusiva na prática”, que tem o objetivo de abordar as diretrizes de acessibilidade para a web, de modo que os conteúdos produzidos alcancem a todos. A exposição ficou a cargo da jornalista e especialista em Acessibilidade de Conteúdo, Gestão de Mídias Digitais Ravelly Santana e da jornalista especialista em produção de conteúdo acessível e inclusivo Elza Albuquerque, também ativista por uma comunicação sem barreiras.

Neste segundo dia de oficina, o tema foi a linguagem não violenta. Foi apresentado um vídeo do canal “Saber Coletivo”, que explicou a relevância e as características dessa forma de comunicação. “A linguagem não violenta permite que venha à tona o que há de positivo no ser humano e traz benefícios interpessoais e sistêmicos. Esse tipo de linguagem fortalece a capacidade de sermos humanos, mesmo em condições adversas”, explicou Ravelly Santana.

Ferramentas de inclusão nas redes

As jornalistas falaram sobre a importância do roteiro para produção de conteúdo. Ambas destacaram que, desde a ideia de divulgação, seja de um vídeo ou post na internet, esse guia orientador já deve conter informações para que o material seja estendido a todos os públicos, incluindo a linguagem de libras e as legendas em vídeos ou a descrição em fotografias. Elza Albuquerque destacou o emprego de ferramentas e técnicas que levam ao entendimento da informação, como o uso do texto alternativo, mais acessado por softwares de leitores de tela, e a descrição de imagem, que beneficia maior público por permitir que a cena seja visualizada sem ser vista.

Em seguida, as especialistas discorreram sobre as ferramentas que podem ser inseridas em vídeos e posts, a fim de que se promova a descrição, a audiodescrição e as legendas. Para ilustrar a teoria, demonstraram o uso desses artifícios no Facebook, Instagram, LinkedIn e Twitter, fazendo um passo a passo sobre a utilização das ferramentas. “É importante diversificar os formatos e ferramentas para que as pessoas possam ter o dinamismo ao interagir com o conteúdo”, comentou Elza Albuquerque.

As expositoras também explicaram como os podcasts podem se tornar mais acessíveis, disponibilizando, por exemplo, a transcrição de um áudio. A oficina segue nesta quarta-feira, com outras orientações sobre comunicação inclusiva.