Mestrado da Enfam está de volta às aulas presenciais

Onze alunos estão cursando a disciplina “Liderança organizacional e atividade judicial”

A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados começa a retomada de suas atividades presenciais. Na última terça-feira (10/5), os alunos da 2ª Turma do Mestrado Profissional em Direito e Poder Judiciário chegaram à Escola para as aulas da disciplina “Liderança organizacional e atividade judicial”, que tem como professora a juíza do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) Luiza Figueiredo. As atividades contarão com a participação de dois instrutores convidados: o jornalista e professor da Escola Superior da Magistratura do Estado de Santa Catarina (Esmec) Gabriel Henrique Collaço e a doutora em Psicologia Denize Athayde.

O mestrado teve início em setembro de 2020. As duas turmas tem 61 alunos, mas apenas 11 estão matriculados nessa disciplina, entre eles dois magistrados de Angola. A Enfam é parceira de outras escolas do Judiciário e, pelo fato de falarem a mesma língua, existe uma tendência a que magistrados lusófonos participem das formações. A turma é a primeira a ter aulas nas novas dependências da Escola, cujas instalações foram entregues pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) em março de 2021.

O afastamento das aulas presenciais foi um desafio para professores e alunos, que iniciaram suas atividades no ambiente on-line e precisaram manter o ritmo e as metodologias de acordo com as diretrizes da Enfam. Apesar das dificuldades, os registros são de ganho, já que as atividades da Escola não pararam. “As atividades presenciais permitem a troca e a integração, por meio do vídeo é diferente. O retorno traz a proposta de estarmos integralmente participando das atividades. No presencial conseguimos fazer mais atividades, mais dinâmicas e a interação é maior”, disse a professora do mestrado e magistrada do TJMS.

A disciplina

A disciplina trata da gestão de pessoas e traz teorias, técnicas e ferramentas a serem utilizadas no ambiente institucional passando pelas duas linhas de pesquisa do mestrado – a visão macro da instituição e das políticas de gestão de pessoas do Judiciário; e a visão micro do juiz na sua unidade, seja ela jurisdicional ou administrativa. “No âmbito das competências gerenciais, que vem se consolidando no Judiciário, eu destacaria duas como principais: são as competências intrapessoal e interpessoal, também conhecidas como competências brandas”, comentou Luiza Figueiredo.

A juíza explicou que o enfoque dessas competências brandas permitirá trazer para o campo do conhecimento a importância das relações que se desenvolvem no ambiente profissional. Entre os pilares da disciplina estão a liderança, a comunicação e a motivação, daí a importância da presença dos profissionais de psicologia e de comunicação nas aulas.