Ministro Noronha afirma que o juiz deve estar preparado para lidar com a alma humana

Precisamos formar juízes que entendam a alma humana”. Com essas palavras, o diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), ministro João Otávio de Noronha, abriu o Workshop Diretrizes para a Atuação e Formação do Formador Magistrado – Debates e Práticas, com a participação de 37 juízes de todo o país.

Para o ministro, é muito importante o papel da Enfam de capacitar os magistrados formadores para serem multiplicadores do conhecimento entre seus pares, por entender que os juízes precisam receber formação de quem conhece a realidade da magistratura. “O juiz recém-ingresso, no dia seguinte ao da posse, está com o patrimônio e a liberdade do jurisdicionado em suas mãos e necessita estar preparado para isso”, afirmou.

Segundo João Otávio, “muitas vezes, o juiz precisa colocar-se no lugar do jurisdicionado”. Assim, “devemos colaborar para a formação do magistrado pelo qual o Brasil clama, pelo qual a população e o jurisdicionado anseiam”, afirmou o diretor-geral da Escola.

Outra questão relevante é a formação pragmática do magistrado. “Abandonou-se a escola meramente normativa; hoje estamos voltados diretamente para a formação, com uma nova filosofia e motivação. Estamos dando novo direcionamento, nova visão, a fim de termos uma escola preparada no sentido de formar adequadamente os juízes brasileiros”, destacou Noronha.

O diretor-geral da Enfam ressaltou, ademais, que o magistrado é um grande gestor e agente decisor e, como tal, deve estar preparado não apenas para dirigir sua unidade mas também para conduzir uma audiência e organizar uma pauta. Além disso, para obter êxito, precisa saber gerenciar sua equipe, identificando e potencializando talentos na medida de cada um, destacou.

O ministro ainda reconheceu o grande engajamento e disposição dos magistrados para participar das ações de formação oferecidas pela Escola Nacional, a garantir o êxito no cumprimento de sua missão institucional. “Espero que a Enfam dê um salto de qualidade na formação de formadores”, concluiu Noronha.