Ministro Benedito Gonçalves afirmou que a etapa do Rio de Janeiro cumpriu a sua função institucional com êxito
O diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), ministro Benedito Gonçalves, participou por vídeo, nesta sexta-feira (15), do encerramento do 1º Diálogo Judicial entre Brasil e Angola. O evento, que começou na quarta-feira (13), teve como temas centrais a modernização da Justiça, a formação de magistrados como investimento estratégico e a combinação entre reflexão e prática judicial.
Além do ministro Benedito Gonçalves, participaram da mesa de encerramento o diretor-geral da Escola da Magistratura Regional Federal da 2ª Região (Emarf), o desembargador federal Aluisio Gonçalves de Castro Mendes, a supervisora pedagógica e de ensino da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), desembargadora federal Patrícia Ribeiro Vieira, a juíza federal Mara Lina Silva do Carmo e o coordenador da comitiva de Angola, juiz conselheiro Artur Gunza.
Em sua fala, o ministro Benedito Gonçalves destacou que a etapa realizada no Rio de Janeiro do 1º Diálogo Judicial entre Brasil e Angola cumpriu uma função institucional de grande relevância, que foi a de aproximar experiências, promover reflexão qualificada e fortalecer os laços de cooperação entre os dois países.
“A combinação entre reflexão acadêmica, prática da jurisdição e memória histórica confere singular densidade ao encontro. O diálogo entre Brasil e Angola não se constrói apenas pela comparação de normas ou modelos processuais. Ele se aprofunda quando reconhecemos que o direito atua sobre realidades sociais concretas, atravessadas por desigualdades, por permanência históricas e por demandas legítimas de cidadania, inclusão e justiça”, disse o diretor-geral da Enfam.
Construção conjunta
O ministro Benedito Gonçalves ressaltou também que a cooperação judicial tem que ser compreendida como uma aprendizagem recíproca. “Não há aqui uma relação de simples transmissão unilateral de conhecimento, mas um espaço de escuta, troca e construção conjunta. Brasil e Angola têm trajetórias próprias, desafios específicos e soluções institucionais que podem culminar em caminhos comuns”, frisou.
Para o diretor-geral da Enfam, a formação judicial ocupa lugar estratégico nesse cenário e deve unir rigor técnico, sensibilidade humana, consciência histórica e responsabilidade institucional.
O diretor da Emerj, desembargador federal Aluisio Mendes, em sua fala de encerramento, destacou que esse diálogo inicia um processo no qual se quer trocar experiências, passar boas práticas e conversar sobre problemas que a magistratura enfrenta no seu dia-a-dia.
A visita da delegação de Angola ao Brasil continua na próxima semana, em Brasília.
Assista à gravação do encerramento do evento no canal da Enfam no YouTube.
