Discussões são focadas em melhorias para o curso de Formação de Formadores (FOFO)

Como será a educação judicial no futuro? Este foi o tema da oficina realizada durante o Encontro de Aperfeiçoamento da Formação de Formadores e o 1º Encontro da Renejum 2026 com as escolas judiciais, nos dias 11 e 12 de junho. A iniciativa buscou responder esta e outras questões e incentivar ações educacionais voltadas à magistratura, considerando como contexto um mundo em transformação.
A oficina contou com 88 participantes, entre docentes, membros de equipes técnicas-educacionais e coordenadores das escolas judiciais e da magistratura. As discussões e dinâmicas foram conduzidas pela magistrada Ana Luiza Câmara, pelo magistrado Faustino Macedo, e pelos servidores João Guilherme Peixoto e Lívio Augusto de Carvalho Santos. Divididas em nove grupos, as pessoas participantes debateram os macrodesafios propostos pelos laboratoristas.
Questões principais
Ao todo, foram apresentadas três questões para os grupos refletirem: como transformar os ambientes de ensino-aprendizagem em espaços mais participativos, colaborativos e significativos? Como tornar os conteúdos formativos mais relevantes para os desafios contemporâneos da magistratura e do serviço público? Como ampliar o repertório metodológico dos docentes para promover experiências de aprendizagem mais ativas e transformadoras?
A partir das respostas a estas questões, os grupos apresentarão na tarde desta sexta-feira os protótipos para transformar a educação judicial, pensando no futuro. Esta é a segunda vez que a oficina MUDE, que significa movimento colaborativo para construção do futuro da educação judicial brasileira, é realizada em um encontro da Rede Nacional das Escolas Judiciais e da Magistratura (Renejum).
O servidor e laboratorista João Guilherme Peixoto destacou que a oficina foi importante para ressignificar e redesenhar as experiências de ensino e aprendizagem referentes a formação de formadores, para que estejam conectadas aos desafios do século 21. “É preciso tentar entender como as reconfigurações que se dão na transformação da sociedade se aproximam do ambiente da educação. Nossa expectativa é de que soluções interessantes surjam a partir desse trabalho colaborativo desenvolvido nesses dois dias, nos quais realizamos uma série de dinâmicas para entregar protótipos no final, ou seja, as primeiras versões de soluções que vão ser desenvolvidas para problemas reais”, concluiu.
