Encontro nacional reafirma compromisso do Programa Novos Caminhos com com a inclusão de jovens acolhidos

Evento, promovido pelo CNJ, reúne magistrados e instituições parceiras para fortalecer ações de educação e qualificação profissional de jovens que vivem em unidades de acolhimento

O fortalecimento da rede nacional de parceiros para oferecer oportunidades de educação, qualificação profissional, aprendizagem e inserção no mercado de trabalho a adolescentes e jovens acolhidos em instituições foram os pontos de destaque durante a abertura do 2º Encontro Nacional do Programa Novos Caminhos – Atitudes que Transformam, nesta quarta-feira (5), na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.

Promovido pelo CNJ, por meio da Corregedoria Nacional de Justiça, o evento reúne representantes do Poder Judiciário e de instituições parceiras para fortalecer a rede de apoio voltada à educação, à qualificação profissional e à inserção de adolescentes e jovens acolhidos no mercado de trabalho.

Na cerimônia de abertura, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, ressaltou que o Programa Novos Caminhos representa um modelo de atuação baseado na cooperação entre órgãos públicos, empresas e organizações da sociedade civil. “A Justiça revela sua face mais humana quando transforma proteção em oportunidades, oportunidades em autonomia, e autonomia em cidadania”, afirmou.

Rede de cooperação
Ao fazer um balanço do primeiro ano da expansão nacional da iniciativa, Campbell destacou que o maior resultado alcançado foi a formação de uma ampla rede de cooperação, reunindo tribunais, instituições públicas e privadas, entidades da sociedade civil e milhares de pessoas em torno da promoção de oportunidades para jovens em situação de acolhimento.

Durante a solenidade, o corregedor nacional e o diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), ministro Benedito Gonçalves, entregaram placas institucionais e menções honrosas às organizações parceiras do programa: Axia Energia, Vale, Correios, Petrobras, Sest/Senat e Banco do Brasil.

O ministro Mauro Campbell também anunciou que a próxima etapa do programa será a implementação do PNC Digital, plataforma criada para aproximar jovens das oportunidades oferecidas pela rede de parceiros. “Mais do que uma inovação tecnológica, o PNC Digital representa uma nova forma de aproximar pessoas, porque a tecnologia somente cumpre sua missão quando aproxima direitos de quem mais precisa deles”, defendeu.

Outro anúncio feito durante a abertura foi a apresentação da mascote oficial do Programa Novos Caminhos, um pássaro azul batizado de Aurora. Segundo o corregedor nacional, a personagem é um “Símbolo da liberdade, de esperança e da capacidade de seguir adiante”.

Autonomia para os jovens
Ao encerrar a cerimônia, Campbell reforçou a missão da iniciativa de garantir que o desligamento das instituições de acolhimento represente o início de uma trajetória de autonomia para os jovens. “O programa nasceu com a clara missão de não permitir que o desligamento do jovem da instituição de acolhimento represente um abandono. Queremos garantir que esse momento seja para o jovem uma travessia para uma nova fase de sua vida com oportunidades reais de autonomia, educação, saúde, trabalho, para uma vida adulta digna e com cidadania plena”, reforçou.

A programação do encontro segue até esta quinta-feira (6/8), com painéis, oficinas, debates e apresentação de boas práticas voltadas ao aperfeiçoamento do Programa Novos Caminhos, na sede do Conselho da Justiça Federal (CJF). Magistrados, servidores, equipes técnicas e representantes das instituições parceiras discutem estratégias para ampliar os resultados da política nacional.

Instituído pela Resolução CNJ n. 543/2024 e coordenado pela Corregedoria Nacional de Justiça, o Programa Novos Caminhos busca ampliar as oportunidades de educação, qualificação profissional, aprendizagem e inclusão no mercado de trabalho para adolescentes e jovens, especialmente entre 14 e 18 anos, que vivem em serviços de acolhimento institucional ou estão em processo de desligamento. Atualmente, o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento registra 36.857 crianças e adolescentes acolhidos, dos quais 10.770 têm 14 anos ou mais, público prioritário da iniciativa.

Com informações do CNJ.

5/8/2026 • 2º Encontro Nacional do Programa Novos Caminhos • Brasília/DF