Episódio do podcast da Escola já está disponível
A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) lançou nesta, quinta-feira (13), um novo episódio do podcast FalaEnfam, que traz uma reflexão sobre os desafios enfrentados para uma gestão eficiente no Poder Judiciário. Apresentado pela secretária-geral da Escola, juíza federal Mara Lina Silva do Carmo, o episódio tem como convidada a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, e já está disponível no Spotify e no canal da Escola no YouTube.
Durante a conversa, a magistrada destaca que a administração do Judiciário enfrenta atualmente limitações significativas, especialmente em razão das restrições orçamentárias. Para Maria do Carmo Cardoso, a necessidade de gerir os recursos disponíveis de forma estratégica é um dos principais desafios para garantir a eficiência institucional. “Os limites hoje para administrar são bem desafiadores, a questão passa pelo orçamento. Não temos ‘gordura’ para efetuar o trabalho”, afirma.
Atuação da magistratura
A desembargadora também ressalta que a valorização da Justiça Federal não deve ser compreendida apenas sob a perspectiva remuneratória, mas principalmente a partir da qualidade e do impacto da atuação de integrantes da magistratura. Segundo ela, a dignidade do juízo federal está diretamente relacionada à capacidade de cumprir sua função institucional e assegurar a presença do Estado onde ela é necessária.
Outro tema discutido no episódio é o avanço da inteligência artificial no Poder Judiciário. Maria do Carmo Cardoso defende que a tecnologia pode contribuir para o trabalho da magistratura, mas ressalta que seu uso deve ocorrer de maneira responsável e consciente, sem substituir a atuação humana na tomada de decisões. “A IA não irá substituir um juiz, ela é uma ferramenta que poderá ajudar o magistrado de maneira consciente. O homem não pode ser trocado por ela em momento algum”, defende.
Na temporada de 2026, o programa já abordou assuntos como inteligência artificial, reforma tributária, liderança feminina, igualdade de gênero, litigância estrutural, governança judicial e diversidade na magistratura.

