Eventos ocorrerão simultaneamente de 11 a 13 de novembro
Estão abertas as inscrições para o 9º Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negros (Enajun) e o 6º Fórum Nacional de Juízas e Juízes contra o Racismo e Todas as Formas de Discriminação (Fonajurd). Realizados simultaneamente, de 11 a 13 de novembro, no Rio de Janeiro, os eventos vão promover um balanço dos avanços alcançados e discutir os desafios e as estratégias para ampliar a equidade racial no Poder Judiciário na próxima década. As pessoas interessadas em participar devem se inscrever pelo EducaEnfam.
O Enajun terá atividades no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) e no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF). Com o tema Enajun 2017-2026: Avanços, Impactos e Desafios para a Próxima Década, a edição será organizada em três eixos – memória, presente e futuro.
Os eventos contam com o apoio do projeto Pontes para a Cidadania, desenvolvido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A iniciativa tem duas frentes de atuação: ampliar oportunidades e a representatividade na magistratura; e fortalecer as capacidades institucionais do Judiciário por meio do diálogo, do conhecimento e da cooperação.
Programação
As atividades começam em 11 de novembro com a Trilha da Memória, na região da Pequena África, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Considerada um dos principais marcos da herança afro-brasileira na cidade, a região reúne locais emblemáticos da história da população negra e abre, simbolicamente, o eixo do encontro dedicado à memória. A cerimônia de abertura acontecerá às 19h, no TJRJ, com a participação da secretária-geral da Presidência do STJ, a juíza federal Daniela Madeira, e palestra magna da advogada Fania E. Davis.
No dia 12 de novembro, os debates se concentrarão nos avanços e nos desafios da equidade racial no sistema de Justiça. Entre os temas em pauta estão políticas de equidade racial, permanência e pertencimento nos espaços de poder, violência institucional e representatividade, além de estratégias para ampliar a participação negra na magistratura.
Por fim, no dia 13 de novembro, serão realizadas oficinas para a construção de propostas de enfrentamento ao racismo e a outras formas de discriminação. Os trabalhos abordarão democracia e justiça social, bem como as relações entre magistratura, sociedade civil e educação.
As contribuições dos três dias vão subsidiar a Carta do Rio de Janeiro, documento que reunirá propostas e perspectivas para os próximos anos.
O encerramento será realizado no CCJF, com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, e do presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão.
Com informações do CNJ
