Evento ocorre em Recife até esta sexta-feira (12)

O Encontro de Aperfeiçoamento da Formação de Formadores e 1º Encontro da Renejum 2026 com as escolas judiciais teve início nesta quinta-feira (11), em Recife. O evento é organizado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), no âmbito da Rede Nacional de Escolas Judiciais e da Magistratura (Renejum), em parceria com a Escola Nacional do Judiciário (Enaju). A Escola Judicial de Pernambuco (Esmape) e o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (TJPE) apoiam a organização dessa iniciativa.
A abertura foi conduzida pela secretária-geral da Enfam, Mara Lina Silva do Carmo, que representou o diretor-geral da Enfam, ministro Benedito Gonçalves, e destacou a importância de as escolas estarem reunidas para pensar em soluções para os principais desafios enfrentados, de forma coletiva. “Este encontro representa uma oportunidade valiosa para refletirmos sobre os desafios comuns enfrentados pelas escolas judiciais em todo o país e construirmos, de forma colaborativa, caminhos para o fortalecimento e o aperfeiçoamento contínuo da formação de magistradas e magistrados brasileiros. Aqui a gente vai trabalhar em oficinas, debater, conversar e buscar construir, ou reconstruir, metodologias que nos levem ao cumprimento da meta principal, que é formar magistratura mais bem qualificada”, afirmou.
Também presente à abertura, o secretário-executivo da Enfam, Leonardo Peter, destacou a importância de a Enfam ouvir as principais demandas das escolas judiciais nos estados, e disse que durante a gestão do ministro Benedito Gonçalves foram realizadas visitas técnicas a praticamente todas elas, tanto federais quanto estaduais, além de escolas associativas que têm cursos credenciados pela Enfam. “Um dos pontos presentes em vários relatórios que fizemos após essas visitas é uma preocupação recorrente com as capacitações determinadas pelo CNJ às escolas, para que sejam cada vez mais efetivas e atinjam os objetivos colocados”, concluiu.
Encerrando a mesa de abertura, o representante da Enaju, Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, falou sobre a necessidade da instituição de trabalhar em conjunto com a Enfam e com as escolas judiciais. “A Enaju surge com o objetivo de capacitar plenamente magistrados e servidores, caminhando lado a lado com a Enfam para que essa formação seja homogênea e possamos preparar o Poder Judiciário como um todo”, disse. Também foram abordadas as iniciativas a serem realizadas em conjunto com a Enfam no próximo semestre, entre elas o curso sobre Marco Legal do Crime Organizado e curso sobre Provas Digitais.
Oficinas
Durante dois dias, cerca de 80 formadores estarão reunidos em oficinas para repensar a formação de formadores. Após a mesa de abertura, os laboratoristas responsáveis pela condução dessas oficinas se apresentaram. São eles a magistrada Ana Luiza Câmara, o magistrado Faustino Macedo, e os servidores João Guilherme Peixoto e Lívio Augusto de Carvalho Santos.
“As oficinas de inovação são desenvolvidas para pensarmos no processo de ensino e aprendizagem. Vamos apenas conduzir a inteligência e a perspicácia dos formadores que estão aqui. O conhecimento, o poder neste assunto, está com vocês”, disse Faustino Macedo. Já Ana Luiza Câmara reforçou a condução que será feita pelos laboratoristas. “Estamos aqui de condutores de um processo para repensar estratégias, integração, como podemos fazer melhor enquanto docentes, alunos e integrantes desse ecossistema de educação no Poder Judiciário. Repensar no ensino do futuro que queremos para o Judiciário”, disse.
Em seguida, João Guilherme falou sobre a importância da inovação para redesenhar, refundar e construir a educação judicial do século 21. “Precisamos exercitar o reencantamento todos os dias, pensar na prática docente das escolas judiciais com essa perspectiva transformadora, humanizadora e empática. Nas oficinas queremos trabalhar um pouco dessa dimensão gigantesca de ser docente a partir de uma perspectiva de mudança”, disse.
Por fim, Lívio Augusto abordou a economia da atenção entre os principais desafios da docência. “Temos novos desafios e a partir deles devemos repensar todos os dias o que precisamos atualizar sempre. O formador tem que estar atualizado”, concluiu.
