Cerimônia ocorreu em Brasília, nesta terça-feira
A juíza federal Mara Lina Silva do Carmo foi empossada, nesta terça-feira (19), secretária-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam). A cerimônia ocorreu na sede da Escola, em Brasília, e teve a participação do diretor-geral da Enfam, ministro Benedito Gonçalves. A leitura do termo de posse foi feita pelo secretário-executivo da Escola, Leonardo Peter.
“Pelo seu histórico, temos certeza de que encontrará na Enfam o fruto do seu trabalho de capacitação, pois sempre se dedicou à formação de magistrados, e isso acompanhei na Escola de Magistratura Federal da 1ª Região. Com isso, se realizará na regulação dos cursos de formação e vitaliciamento de juízes estaduais e federais. Seja bem-vinda”, disse o ministro Benedito Gonçalves.
“Assumo a Secretaria-Geral com honra, entusiasmo e profundo respeito pela trajetória de uma instituição que ocupa papel essencial no fortalecimento da magistratura brasileira. A Enfam nasceu de uma escolha constitucional muito significativa: a compreensão de que não existe justiça de qualidade sem formação permanente, sólida e humanística de juízas e juízes”, destacou.
A juíza federal observou que a Enfam é mais do que uma escola de formação técnica. “Uma de suas marcas mais preciosas é justamente a valorização da formação humanística. A Escola compreende que a excelência da prestação jurisdicional exige não apenas conhecimento jurídico, mas também sensibilidade social, ética, escuta ativa, capacidade de diálogo, compreensão genuína das realidades das pessoas que buscam a Justiça”, refletiu.
Currículo
Mara Lina Silva do Carmo é a primeira magistrada negra a ocupar o cargo de secretária-geral na Enfam. Juíza Federal da 1ª Região, é mestra em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e especialista em Direito Público pela Fundação Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA). É gestora do Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial/TRF1 e integrante do Comitê Executivo do Fórum Nacional do Poder Judiciário para a Equidade Racial (Fonaer)/CNJ e do Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negros (Enajun)/Fórum Nacional de Juízas e Juízes contra o Racismo e todas as Formas de Discriminação (Fonajurd).

