O Brasil ocupa a terceira posição entre os países que mais encarceram no mundo hoje. Enquanto outros países no topo do ranking, como Estados Unidos, China e Rússia, vêm reduzindo suas populações prisionais nos últimos anos, no Brasil as estatísticas ainda não mostram reversão dessa tendência. De acordo com os dados mais recentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), nosso sistema prisional conta atualmente com mais de 700 mil pessoas privadas de liberdade e possui taxa de ocupação 68% acima da capacidade. Ainda de acordo com os referidos dados, por volta de 30% dessas pessoas estão presas provisoriamente, ou seja, aguardam julgamento.

Reconhecendo o papel que a magistratura desempenha na gestão e enfrentamento desse problema, o curso propõe-se subsidiar por meio de ação educativa magistrados e magistradas no exercício de racionalização dos fluxos de entrada e saída do sistema prisional.

O curso de especialização indicará fundamentalmente como a magistratura brasileira pode desempenhar um papel protagonista no controle da superlotação carcerária, se servindo de métodos e práticas inovadoras para gerenciar os fluxos de entrada e saída das unidades prisionais, instrumentalizados para o uso de ferramentas para aplicação do princípio da ocupação máxima taxativa, garantindo a racionalização das vagas disponíveis, visto que a justiça criminal se depara cotidianamente com um sistema prisional superlotado que espelha esquemas de desigualdades estruturais da sociedade brasileira.

Público-alvo e requisitos para ingresso

O público destinatário às 40 vagas por turma são magistrados e magistradas dos Tribunais de Justiça e dos Tribunais Regionais Federais e convidados, considerando diversidade de gênero e a Política de Ações Afirmativas Enfam.
Para ingresso, os(as) interessados(as) devem preencher o formulário de inscrição com os dados pessoais, justificativa sobre o interesse em participar, apresentar a trajetória profissional e anexar o currículo lattes.

Modalidade

O curso será realizado na modalidade híbrida (EaD e Presencial), considerando momentos síncronos, que podem ser remotos ou presenciais; e assíncronos, utilizando-se de metodologias ativas, conforme diretrizes da Enfam.

Dúvidas/sugestões: especializacao@enfam.jus.br